BATBASE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FILMES

A trama

Batman, o lendário herói da sombria Gotham City, luta para proteger a cidade de seu arqui-inimigo, o terrível Coringa.
O homem-morcego terá que livrar-se das garras do Coringa para cair nos braços da sensual e estonteante fotógrafa, Vicki Vale.

 

Diretor


Tim Burton

 

Música


Danny Elfman

 

Elenco


Michael Keaton
Bruce Wayne/Batman

 


Jack Nicholson
Jack Napier/Coringa

 


Kim Basinger
Vicki Vale

 


Pat Hingle
Comissário Gordon

 


Michael Gough
Alfred Pennyworth

 


Robert Wuhl
Alexander Knox

 


Billy Dee Williams
Harvey Dent

 


Jack Palance
Carl Grisson

 


Jerry Hall
Alicia

 


Tracey Walter
Bob


William Hootkins
Tenente Eckhardt

 

 

Uma nova chance...

     Em meados de 1977 o principal personagem da Marvel Comics ganhava sua série solo. Um ano depois, Super-Homem, o personagem mais antigo da DC figurava numa super-produção em tela grande. Dessa forma, manifestou-se a possibilidade do ressurgimento do Homem-Morcego no formato “carne e osso”, pois após a série de 1966, Batman não inspirava, digamos, “medo no coração dos criminosos”, e se encontrava numa posição desgastada. E, apesar das aparições nos desenhos, como “Superamigos”, alguns produtores de cinema perceberam que poderiam criar novas franquias com os aclamados e ao mesmo tempo discriminados Super-heróis. Uma visão mais séria e profissional, que além de ascender calouros, traria novas fórmulas lucrativas para os estúdios.
     Assim, os produtores Michael Uslan e Ben Melkiner viram uma prodigiosa idéia advinda do Morcego, e, em 1979, adquiriram os direitos para filmá-lo. Com isso, era dado o início para o renascimento de uma nova adaptação do Paladino Negro. Foram surgindo idéias, rascunhos de um provável roteiro. Contudo, como um presente dos céus, Frank Miller lança a HQ “O Cavaleiro das Trevas”, de importância tal que chamou a atenção de Tim Burton, um diretor com crescente prestígio, e influenciou enfaticamente nas concepções tramadas por Sam Hamm em seu futuro roteiro.
     Muito se avançou desde 1985, e, com a batuta de Burton os requisitos para definir e pôr em prática tal projeto se agilizaram. E, para completar essa grande empreitada, os Estúdios Warner fecharam contrato para filmar a película. Entretanto, o estardalhaço veio na escolha mais importante de todas: o elenco. Quem seriam as pessoas que encarnariam o Morcego e seu antagonista? No intuito de resolver essa difícil decisão, sendo que muito se havia pensado, Tim chamou seu grande amigo de outras produções, Michael Keaton. O rei estava ameaçado de xeque-mate, pois as pessoas de início desagradaram-se com essa vinda, já que Keaton havia feito apenas comédias de pouca importância, e não era uma sumidade física. Em suma, entrou Jack Nicholson para viver o mais mortal de todos os vilões, o Coringa. Essa foi a chave para o fechamento dessa questão.

     E, enfim, iniciaram-se as gravações. Porém, como nem tudo são mares de rosas, Sean Young, atriz inicialmente cotada para viver o par romântico de Bruce Wayne, sofreu um acidente em meio à produção. Impossibilitada de continuar, a nova opção foi Kim Basinger, famosa por “9 1/2 Semanas de Amor”. E o mais aguardado lançamento cinematográfico pôde continuar a ser construído.
     O filme foi uma verdadeira exceção para sua época, visto que muitos milhões de dólares foram investidos em um gênero que ainda não estava completamente consolidado, apesar dos Superman. Todavia, isso pouco importava, e chegava à hora do público conferir essa obra. Em 23 de junho de 1989, “Batman” chegava aos maiores cinemas do mundo. Uma agitação sem palavras, que somente os viventes poderiam relatar, fez Gotham vibrar dentro e fora do telão.
     O Bem contra Mal, ou melhor, como os próprios idealizadores preferem afirmar, a Sanidade versus a Loucura, se enfrentaram nas peles de Keaton(o Batman) e Nicholson(o Coringa) com todas suas fúrias e antipatias.


Batman (Michael Keaton) e Bob Kane

Logo de início o telespectador se depara com a majestosa criação de Anton Furst, o cenógrafo, que determinou verdadeiramente a cidade Gótica, como também garantiu seu reconhecimento mais tarde, mesmo tomando uma grande área dos Estúdios Pinewood.
     Até o mais desanimado cinéfilo se surpreendeu com uma visão sombria e aguçada do Batman, totalmente contrastante com o alegre seriado da TV. Muito se esforçaram Bob Ringwood (figurinista) e sua equipe em criar o traje que seria o definidor de novas águas. E realmente chamou a atenção, com um design totalmente negro, que, ao contrário do “tecido” cinza e preto dos quadrinhos, explorou uma armadura muito equipada e segura, que, mesmo com muito estudo, dificultou toda a movimentação de atores e dublês, sem excluir recursos interessantes.
     E se a propaganda e o marketing não aguçaram os sentidos das pessoas, a trilha composta por Danny Elfman o fez. Com uma grande responsabilidade, a de recriar o tema do morcego, ele o fez criteriosamente, demarcando o filme como um todo. As cenas de ação ganham mais emoção e desprendimento com sons revigorantes e sombrios, tal como a atmosfera do filme, e os momentos de suspense ganham uma ansiedade inquietante com os acordes misteriosos, sem falar do brusco clima romântico, pop, badalado em conjunto com canções como Partyman, Trust e outras, do cantor Prince, que assina em totalidade o álbum “Soundtrack” do filme.
     Uma personagem chamativa, foi Vicki Vale(Basinger), que faz valer o “Stop the press!” do Coringa. Apresentada como uma Jornalista Fotográfica, ela marca o filme com um charme ingênuo, mas ao mesmo tempo picante, o qual pode ser visto na cena em que ela sobe a escada da Mansão Wayne em seu primeiro encontro com Bruce Wayne.
     Demorada, mas triunfante, foi a aparição do Batmóvel, num visual notável, tamanha a sua aerodinâmica e equipamentos; dignos de um grande marco da história do Cinema. Fazê-lo, ao contrário do filme em si, não foi dificuldade para Furst, que em duas semanas desenhou, e em aproximadamente um mês construiu, a base de fibra de vidro, e o recheou com novos sistemas de ataque, revitalizando o possante das trevas, que estava fixado nos fãs no antigo modelo Ford Futura, de Barris. Mais tarde, outro bat-veículo mostra suas caras, a Bat-asa, num desfecho com muita ação. Completando a fúria de Batman, ela ganhou mísseis e uma metralhadora.
     Num grande esforço de sair do bonachão colorido, Hamm, escreveu uma história obscura e densa, típica dos anos 80, baseando-se principalmente na visão moderna do Batman, além dos pontos do próprio Burton, famoso por trabalhar seus projetos, desenvolvendo os vilões em especial, como o Coringa, que foi traçado com a definição de Nicholson, que ganhou porcentagem da renda, sem deixar de atuar com esforço, criando um meliante enlouquecido e impiedoso, tal como “A Piada Mortal”. Além dos protagonistas, deram os rostos Alfred(Michael Gough), fiel e dedicado, o repórter Alexander Knox(Robert Wuhl), parceiro de Vale, o Comissário Gordon(Pat Hingle), pouco explorado, mas com o espírito implacável de justiça, e o Ten. Eckhardt(William Hootckins), ancorado ao modelo Harvey Bullock dos quadrinhos.
     Muitos meses em cartaz, muitos milhões arrecadados, figurando a estreante aventura do Morcego entre os maiores arrecadadores de capital. Ao mesmo tempo, sofreu vários tipos de críticas, como um filme violento, sem personalidade, atuações fracas, etc. Talvez tais pessoas tivessem razão, mas a fiel verdade mostra que Batman marcou os fãs, os críticos, e até mesmo os não tão fãs assim, tornando possível o início de uma fantástica leva de produções baseadas em quadrinhos, que mudariam o cinema para sempre, incluindo uma transposição real mais tarde para a frase: “ainda tenho trabalho a fazer” dita por Wayne, anunciando o prenúncio de que haveria algo mais...

 

por Cândido Detoni Gazzoni
candido@batbase.com.br

 

Imagens do filme

 

 

O Batmóvel

 

 

A Bat-asa

 

 

Alguns posters do filme

 

 

Alguns brinquedos do filme