A HISTÓRIA DE BATMAN
Parte 4 de 7

     É aí que um assistente de Bob Kane, Jerry Robinson, resolve acabar com a maldita solidão do Homem-Morcego. E surge... Robin... o menino prodígio, o garoto maravilha, meio atrapalhado, sim, mas é só um garoto... Meio atrapalhado, mas valente. Porque o Homem-Morcego era soturno, era irritado demais, e pelo mau humor e pelos bandidos terríveis que enfrentava lembrava um pouco aquele detetive de quadrinhos cruéis, Dick Tracy. Afinal, o milionário, o multibilionário Bruce Wayne tinha uma coisa terrível a cobrar do mundo, porque quando tinha só 12 anos, dois ladrões vagabundos mataram seus pais. Ele era um justiceiro que se vingava em todos os bandidos de Gotham City e do mundo a morte dos pais.
     O pessimismo do solteirão vingativo foi quebrado um pouco pela entrada em cena do menino Dick Grayson, filho de um casal de trapezistas... (um órfão...) As histórias do Batman ganharam diálogos, ficaram mais leves e engraçadas, e apareceram uns bandidos bem humorados, apesar de arqui- criminosos, como o Coringa e o Pinguim, tipos tão fantásticos que eram presos numa história e reapareciam em outra, porque os leitores os adoravam, e adoram!

     Enfim, a grande contribuição de Jerry Robinson para as aventuras que os batmaníacos há mais de cinquenta anos foi a leveza, o humor, e a galeria de
homens maus super cômicos... Ou alguém consegue esquecer que o Pinguim é balofo, baixinho, irremediavelmente parecido com um pinguim autêntico dos polos, e que seu guarda-chuva... dá... tiros? E aquela coisinha deliciosa que é a Mulher-Gato, hiper sensual? Esse lado bem cômico do Batman terminou sendo acentuado numas séries de televisão, em que a aventura do Homem-Morcego virou peça de humor, mesmo.