Os anos 60 assistiram à crise existencial de
muitos heróis - e aquele hiper engraçado Batman foi
desaparecendo de cena. Os editores estavam preocupados com os seus Bat-negócios e pediram
um novo Batman para o desenhista Neal Adams. Estranho é que
Neal Adams, para renovar o herói, foi beber a fonte
primeira do Bob Kane... Foi até o primeiro Batman... Isso
porque os anos 70, bem, os anos 70 eram tão assustadores quanto o tempo dos gângsteres
de Al Capone ou de Adolf Hitler,
com a vida nas grandes cidades cada vez mais difícil, os super bandidos, os
arquicriminosos, a guerra do Vietnã e tanta barbaridade
entrando nas casas via TV... O mundo estava barra-pesada, e havia a poluição destruindo
tudo, e a ameaça da guerra mais o que atômica, mortal e final, através dos satélites
artificiais...
O ambiente do Batman de Neal Adams
é cada vez mais sinistro. Robin aparece cada vez menos nas
histórias. Ele, aliás, deixa Gotham City, vai estudar numa universidade, e lá se liga a
uns heróis estudantes, que se reúnem na turma dos "Titãs",
e Robin até muda de uniforme e nome e passa a ser "Asa Noturna"...
O Batman barra- pesada de Neal fica na linha do vento, e agrada seus leitores, até os 80,
mas entra em paneligeiramente com o sucesso da série de TV dos "Superamigos", |
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extremamente infantil, que bota um personagem adocicado em cena de novo,
ao lado de Robin, e também, o velho Homem- Morcego ganha um ar pueril demais... Os fãs
protestam...
Aí é que, em 1985, aparece... Frank
Miller... Frank é um super desenhista, disputado pelas duas super editoras do
gênero, a Marvel e a DC.
Tudo o que ele faz dá certo. Frank é uma mina de ouro. Por isso se dá ao luxo de
trabalhar ora aqui, ora ali. |

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Ele chegou ao estrelato absoluto aos 22 anos.
Em 79, pegou o primeiro plano da revista Daredevil
- e a salvou da morte. "O Demolidor" passou a ser
disputado nas bancas dos EUA. Logo, ele pegou outro personagem, Ronin,
e agora ele era roteirista, desenhista, colorista, editor, e ainda ia acompanhar tudo na
gráfica. Era um super-homem esse Miller! E ainda é. |
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